LÍTIO: UM INIMIGO (IN)VISÍVEL?

Patrícia Jorge, Jorge Carvalheiro

Résumé


Doente do sexo feminino, 57 anos, com seguimento psiquiátrico há 36 anos por doença afetiva bipolar tipo I. A doente estava compensada com carbonato de lítio 400 mg id, valproato de sódio 250 mg 2id e lorazepam 2,5 mg id. Admitida em serviço de urgência por um quadro de prostração e lentificação psicomotora com 5 dias de evolução. Esteve internada cerca de 3 meses, tendo os diagnósticos de síndrome desmielinizante osmolar, com tetraparésia flácida por lesões pônticas laterais com etiologia por desequilíbrio hidroeletrolítico por toma crónica de lítio; diabetes insípida nefrogénica secundária a doença renal crónica secundária a tubulopatia por toma crónica de lítio; pancreatite aguda com edema e líquido peripancreático de provável etiologia secundária à toma crónica de lítio e desidratação/hipernatremia e hiperparatiroidismo secundário a toma crónica de lítio. A prescrição de um medicamento envolve desafios, pois muitas vezes representa mais riscos do que a própria doença.


Mots-clés


Lítio; Doença Bipolar; Terapêutica; Hiponatrémia

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Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria. ISSN: 1414-0365